Seis lugares incríveis pra conhecer gente em São Paulo

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14 ago , 2015  

Não é nenhuma novidade que São Paulo é uma cidade incrível, cheia de gente do Brasil – e do mundo – todo, coisas pra fazer de dia e de noite e muita diversidade.

É também uma cidade dura e cinza, e pra se apaixonar por ela talvez você tenha que ir aos lugares certos, mas é exatamente pra isso que a gente tá aqui: depois de um ano e meio de volta à metrópole, eu passei esses meses frequentando bares e descobrindo o melhor do começo da noite na cidade. Não tô falando de balada, mas de lugares pra tomar uns drinks e fazer um esquenta, dançar um pouquinho, conhecer gente e até renovar a lista de crushs. Olha só:

Mandíbula Bar

Praça Dom José Gaspar, 106, 2o. andar, lj. 40 (Galeria Metrópole), República

Metrô: República

O Mandíbula fica dentro da Galeria Metrópole, na República (que fecha as 22h, então é preciso chegar cedo pra conseguir subir). No térreo, você vai ver todo tipo de gente tomando cerveja no calçadão e sambando ao som de – geralmente – música ao vivo. Subindo as escadas rolantes, entre escritórios e casas de câmbio fechados, basta seguir a música para chegar ao segundo andar, onde um punhado de gente vai estar bebendo e fumando na sacada da Galeria, com uma vista incrível pra alguns dos prédios mais antigos do centro de SP. Frequentado por jornalistas, músicos, atores e todo tipo de gente desse mundo um pouco excêntrico, entre 20 e poucos e 30 e muitos, o bar é um bom lugar pra conhecer ~gente bonita e interessante~ – você vai reparar que todo mundo se olha muito por lá. A música é boa e os drinks não ficam devendo – prove o gin tônica, mas se você curte cerveja, eles também oferecem opções artesanais que variam com o dia. Os chefs convidados costumam preparar comidinhas de rua do lado de fora, mas se você quiser se sentar, chegue cedo: o bar não tem muitos lugares e enche rápido, então todo mundo costuma ficar em pé mesmo.
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No Name

Rua dos Pinheiros, 585

Metrô: Fradique Coutinho

Eu não sei do que mais gosto do No Name: se é o tamanho – o bar é enorme! -, as mesas no deck, os aquecedores do lado de fora, as exibições de filme cool na parece da casa em frente ao bar ou se são os drinks e a comida. O bar é frequentado por muitos, muitos publicitários que trabalham na região de Pinheiros, onde fica o bar, e tem um cardápio bastante variado de drinks incríveis e comida melhor ainda. O Mojito é ótimo e eles fazem um hambúrguer muito bom, mas não recomendo os dadinhos de tapioca, que sempre vêm muito oleosos. Para quem gosta de cerveja, rolam opções nacionais e importadas, e o bar tem garçons mas muita gente pede direto no balcão e fica bebendo do lado de fora.

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Boca de Ouro

Rua Cônego Eugênio Leite, 1121

Metrô: Fradique Coutinho ou Sumaré

O Boca de Ouro fica escondido em uma portinha na Vila Madalena. É um bar pequeno, mas aconchegante: o balcão e as paredes de madeira lembram um pub. Por ali, as pessoas costumam estar mais fechadas em grupos ou em casais, mas sempre dá pra conhecer alguém no balcão ou se oferecendo pra próxima rodada de sinuca, cuja mesa está sempre ocupada. As comidinhas também são boas: pra petiscar junto com drinks ou a cerveja, o bolovo está sempre lá, lembrando a gente que a alma do Boca de Ouro é a de um bom boteco. É bom chegar cedo, porque o bar é pequeno, mas os barmen são sempre simpáticos e servem poucos de bons drinks. Vá de gin tônica.

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Tex Redneck Bar

Rua Augusta, 1503

Metrô: Paulista ou Consolação

O bar na Augusta é restaurante, balada, karaoke e snooker bar na parte de cima. E é ali, entre as mesas de sinuca e as mesinhas altas, que a mágica do ~flerte~ acontece: da última vez que eu fui, tinham uns cinco homens bonitos pra cada uma das mulheres no lugar. Todos os rapazes são meio iguais, é verdade (a barba indie, o manbun), mas as pessoas são simpáticas e bastante dispostas a se conhecer. O bar é um pouco caro pro que oferece e pouco aconchegante, por conta do tamanho, mas é proposta é essa mesmo. Se cansar de jogar sinuca e olhar os gatinhos do andar de cima, desça pra pista, onde rolam clássicos do rock, música pop desses dias e indie, dependendo do dia.

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Casa do Mancha

Rua Felipe de Alcaçova, 89

Metrô: Vila Madalena

A Casa do Mancha é um lugar que te faz sentir privilegiado por estar em uma cidade como SP. A portinha na rua Felipe de Alcaçova, na Vila Madalena, não avisa nada pra quem tá do lado de fora: se você não souber que ali dentro tem um bar, não vai encontrar o lugar. Na casinha, como o próprio Mancha costuma chamar o lugar, rolam shows de nomes novos e interessantes do cenário nacional e gringo – o TV on the Radio já passou por ali! – e drinks geniais do lado de fora, como o Macaulay, uma espécie de Mojito que leva abacaxi e é viciante, e o Tragédia, que tem maracujá e o melhor nome de drink dentre os bares de São Paulo. A água é grátis, os preços dos drinks e da cerveja são justos e todas as festas por lá passam aquela sensação de “festa na casa do amigo do amigo”: você não conhece todo mundo, mas parece que a qualquer momento alguém vai te apresentar a pessoa do lado.

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Panam

Alameda Campinas, 150

Metrô: Trianon Masp

Ele se autodenomina um clube, mas também funciona muito como um bar: no topo do Maksoud Plaza, um dos mais tradicionais hotéis de São Paulo, fica o Panam, cuja experiência é uma aventura do início ao fim. Começa pelo valor das festas no lugar, que costuma ser alto, passa pela revista minuciosa dos seguranças do hotel e vai ganhando contornos no elevador panorâmico com ascensorista, nos longos e um pouco macabros corredores do último andar – lembram cenas do Mistério do Cinco Estrelas, o clássico da coleção Vagalume – e termina quando você de fato chega no bar. O Panam não tem paredes de concreto, mas é contornado por janelas de vidro, de onde dá pra ver a cidade toda. Os barmen se vestem à caráter, como comissários e pilotos da Panam, a falida companhia aérea. E mesmo se não for fumante, não perca a área de fumantes que fica no topo do prédio, do lado de fora. Dá pra ver a Avenida Paulista e a cidade toda do alto – a vista em 360 graus é imperdível e as fotos do Instagram também ficarão. Pelo visual, dê preferência pras festas no fim da tarde.

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Ana Freitas

Ana Freitas tem 27 anos e é jornalista especializada em lifestyle e comportamento. Apaixonada pelo mundo, já viveu na Alemanha, na Holanda e no Panamá, e durante três anos viveu como nômade, trabalhando a distância e instalada em diferentes localidades. Com passagem por mais de 20 diferentes países, ela segue viajando sempre que os feriados prolongados permitem.

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